sábado, 16 de fevereiro de 2008
Instrucções para habitar o mundo
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
A natureza da mente consciente

Se cavilamos sobre elo nestas páginas é porque moitos científicos acreditam que a natureza da consciência é o principal problema que a moderna biologia tem aínda que resolver [eu tamém]. Trata-se na realidade dum problema moi especial que nem sequera sabemos moi bem como considerar e investigar. Abundam, nom obstante, as reflexiões sobre o mesmo e os trabalhos de investigaçom que tentam aborda-lo desde algumha perspectiva particular. Recentemente, no Instituto Tecnológico de California (Pasadena, USA), eu mesmo participei em experimentos para conhecer mediante resonância magnética funcional as partes do cerebro activadas a depender de se os sujeitos percibiram ou nom conscientemente estímulos luminosos apresentados brevemente nalgum dos seus olhos.
O que acontece é que o problema da consciência nom se esgota nem moito menos no conhecemento dos circuítos e a actividade cerebrais que a fam possível. O que quizais mais nos intriga é conhecer como essa actividade cerebral gera o estado consciente, é dizer, como tem lugar a emergência ou câmbio qualitativo que convirte a actividade do cerebro em percepções conscientes tam específicas e genuínas como a doçura do doce, o azul do azul, a dor do doroso, é dizer, como som possíveis as diversas experiências conscientes que invadem a nossa mente, sejam em forma de sensações, motivações, sentimentos, lembranças e ilusões, ou seja, o que os filósofos chamam qualia.
Mas, ao preguntarmo-nos sobre como a actividade cerebral gera a experiência consciente, que tipo de resposta estamos a buscar? Tente o leitor pensar e respostar: como entender o câmbio qualitativo do fenómeno fisiológico ao fenómeno mental? Que podemos agardar para explicar o fenómeno psíquico da consciência? Acaso algoritmos informáticos ou fisiológicos?
Quando tentamos explicá-lo podemos dizer que falar da consciência é como falar da relaçom entre o cerebro e a mente e, nesse sentido, umha das metáforas mais utilizadas é a que afirma que do mesmo jeito que a temperatura nom é mais que a cinética ou velocidade de movemento das partículas que integram um corpo, a consciência deveria ser o mesmo que a actividade fisiológica cerebral que a fai possível, e punto. É dizer, o mesmo visto dende outra perspectiva. Mas nom resulta doado conformar-se com essa explicaçom, porque aínda que a temperatura que avalia um termómetro seja simplemente umha maneira macroscópica de observar o movemento das partículas, o cerebro, a diferença do termómetro, nom só avalia, senom que convirte o resultado da avaliaçom numha nova experiência moi especial que chamamos calor. Podemos dizer entom que a calor nom é outra cousa que o modo que tem o nosso cerebro de decatar-se do movemento das partículas dum corpo, mas seguimos sem explicar a especificidade da experiência consciente que fai possível essa particular percepçom. Qualquera outra metáfora poderia remitir-nos à própia consciência sem explicar-nos a sua natureza.
Hai entom umha soluçom possível para o problema da consicência? Eu penso que actualmente nom o hai [e seguramente seja certo, actualmente], e tentarei explicar por que mediante umha metáfora. Para preparar umha comida saborosa precisamos dumha boa receita, ajeitados ingredientes e conhecer a correcta sequência e temporalidade para cozinhá-los. Mas, acaso aportaria algo ao resultado final o conhecer como a combinaçom de ingredientes e o cozinhado originam o bom sabor do produto final? [possivelmente] Poderia esse conhecemento melhorar o resultado? [por que nom?] Aportaria ao cozinhado algumha vantage, propiedade ou utilidade práctica? Provavelmente nom [provavelmente SI, diria eu]. É dizer, em princípio, parece mais relevante e necessário conhecer os ingredientes e a mestura precisa que fam possível um sabor que determinar a natureza do própio sabor como fenómeno mental consciente. Pois do mesmo jeito coido que, aínda que puidéssemos conceber e mesmo conhecer algumha explicaçom convincente sobre como a fisiologia inconsciente se converte em psique consciente e em que consiste esta última, esse conhecemento nom serviria para nada mais que para satisfacer a nossa curiosidade científica, sem aportar nengumha vantage práctica.
E essa é para mim a clave dado que, ao longo da evoluçom, a selecçom natural promove unicamente cousas úteis [dacordo, mas o significado de "útil" pode tamém evoluir]. Desse modo, aínda que conhecer os mecanismos naturais que fam possível a consciência é algo que podemos alcançar cientificamente e que terá sem dúvida consequências prácticas na clínica o a educaçom, conhecer a natureza íntima da subjectividade, aparte de satisfazer, como dizemos, a nossa curiosidade científica, seria de pouca ou nula utilidade, e quizais essa é a razom pola que a selecçom natural pode nom ter promovido o desenvolvemento suficiente do cerebro humano que faga possível a compreensom da natureza da consciência.
A mente consciente foi promovida pola selecçom natural em resposta aos câmbios e desafios que se produzírom ao longo da evoluçom no entorno dos animais, como um médio para adaptar-se a eles. É dizer, para sobreviver os animais tivérom que desenvolver flexibilidade mental e condutual, o que proporciona a consciência. A nossa capazidade cerebral para entender a natureza da mente consciente evoluirá quando novas condições ambientais fagam verdadeiramente necessário este entendemento [efectivamente, aínda que estas condições podem nom ser tam só ambientais, ou seja externas, senom internas, derivadas da vontade do género humano], aínda que tamém é possível que entom surjam novas e difíceis questões que serám o preço dessa promoçom.
domingo, 20 de janeiro de 2008
Robin Hood chama-se Francisco

Notícia sacada d'a Voz de Galicia e escrita por Nacho Bolívar.
Detenhem o presso que repartia os seus botins entre os demais reclusos.
Robin Hood, o veterano atracador de bancos e joierias que se caracteriza pola sua afeiçom a repartir sempre o botim entre os seus companheiros do cárcere madrilenho de Aranjuez, volveu ser detido pola policia nacional tras aproveitar um permiso penitenciário para asaltar umha sucursal financeira.
Francisco M.E., de 54 anos, está acusado esta vez dum atraco levado a cabo o passado 14 de janeiro num banco de Leganés, umha populosa cidade dormitório do sul da capital. Armado com pistola, intimidou aos empregados do banco e apoderou-se de 203.530 € e 7.838.000 pesetas. Em dias posteriores, enviou 40 giros postais a pressos do centro penitenciário de Aranjuez, onde cumpria condea, assinados como Robin Hood.
Os agentes começárom a sospeitar da sua autoria pouco despois de cometido o atraco.
A primeira hora da manhã, Francisco pediu umha entrevista com o director do banco. No seu transcurso, extraeu de entre as suas roupas umha pistola e intimidou aos empregados. Com grande tranquilidade deu-lhes as ordes precisas para levar todo o efectivo disponível. Os investigadores seguírom de perto a pista de Francisco. Soubérom entom que, de novo, abandonava o cárcere para desfrutar de outro permiso. Rapidamente estabelecérom um dispositivo para a sua localizaçom e o mesmo dia no que saiu seguírom-no até a central de correos, onde o detivérom.
No momento do seu arresto, intervinhérom-se-lhe 13 impresos de ordes de pago a outras tantas persoas ingresadas em distintos cárceres, assi como 51 impresos das mesmas características e 5 feixes de 100 bilhetes de 10 €.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Amor, paz e milanesas
.A moi fermosa verba MILANESA foi a mais votada entre os rapazes das famílias mais humildes. O jornal informa de que daquela um kilo de milanesas custava 3 dólares.
Eram tempos de fame.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
Guindar-se ao mar por 5.000 pesetas

Pero, por que se guindou ao mar Fernando, el que apenas sabia nadar, esse frio dia de inverno? Por que arriscou a vida desse jeito? Pois por 5.000 pesetas que apostara com um companheiro. Nom parecem moitos quartos, mais si o eram para el. Queria-os para poder mercar umha rádio com a que, nas suas palavras, "romper la soledad" que sentia a bordo.
Fernando partiu uns dias mais tarde cara o Brasil. Nom sabemos se antes conseguiu umha rádio, ou se a travesia se lhe volveu fazer interminável e solitária.
terça-feira, 27 de novembro de 2007
Pie in the sky: Música, Religiom e Política

Long-haired preachers come out every night,
Try to tell you what's wrong and what's right;
But when asked how 'bout something to eat
They will answer in voices so sweet
You will eat, bye and bye,
In that glorious land above the sky;
Work and pray, live on hay,
You'll get pie in the sky when you die
And the Starvation Army they play,
And they sing and they clap and they pray,
Till they get all your coin on the drum,
Then they tell you when you're on the bum
Holy Rollers and Jumpers come out
And they holler, they jump and they shout
Give your money to Jesus, they say,
He will cure all diseases today
If you fight hard for children and wife-
Try to get something good in this life-
You're a sinner and bad man, they tell,
When you die you will sure go to hell.
Workingmen of all countries, unite
Side by side we for freedom will fight
When the world and its wealth we have gained
To the grafters we'll sing this refrain
You will eat, bye and bye,
When you've learned how to cook and how to fry;
Chop some wood, 'twill do you good
Then you'll eat in the sweet bye and bye
Musicalmente a cançom nom está mal, e pode atopar-se em multitude de versiões. Por exemplo, a deste fulano:
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Bem, pois pouco despois de conhecer esse clássico, estava eu escoitando umha das minhas canções favoritas dos Dropkick Murphys, "Worker's Song" -um nº 1 nas listas punkarras de Arbolícia-, quando ao chegar o estribilho dei-me de conta que umha frase que nunca entendera di precisamente... "pie in the sky"! Vede vós mesmos:
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Well they tell me of a pie up in the sky Waiting for me when I die But between the day you're born and when you die They never seem to hear even your cry
CHORUS:So as sure as the sun will shine I'm gonna get my share now of what's mine And then the harder they come the harder they'll fall, one and all Ooh the harder they come the harder they'll fall, one and all
Well the officers are trying to keep me down Trying to drive me underground And they think that they have got the battle won I say forgive them Lord, they know not what they've done
CHORUS
And I keep on fighting for the things I want Though I know that when you're dead you can't But I'd rather be a free man in my grave Than living as a puppet or a slave
CHORUS
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A cousa nom acaba tampouco aqui: hai várias canções que levam por título "Pie in the sky", de gente tam diversa como a E.L.O. ou Frank Black, entre outros. Pero nom atopei nengumha mais onde essa referência tenha esse carácter reivindicativo, fiel à original, que si tenhem as que ponho aqui. Assi que quedades invitados a informar de qualquer outro achádego nesse aspecto.
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
Os Ancares II: volta a Búrbia





Superamos o refúgio e continuamos subindo, chegando mais arriba do que nunca antes o fizeramos
Polo caminho atopamos companheiros saltarins...
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E conseguimos ver os lagos!
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A auga estava fresquinha e nom invitava a banhar-se...

... pero a panorámica final mereceu a pena
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quinta-feira, 8 de novembro de 2007
Castañazo Rock: o Revival Bravú!


terça-feira, 23 de outubro de 2007
Paisages 8: As Cies
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
A Nova Geografia Galega (III): A Marinha - Návia (2)
Viveiro tem a sua orige como vila no florecemento dos burgos costeiros na Idade Meia, jogando um importante papel como umha das principais cidades de Galiza no Antigo Régime. No s. XIX experimentou um estancamento asociado ao declive do seu comércio portuário e à falta de industrializaçom. Hoje em dia, o povo de Viveiro prolonga-se polo lado direito da ria até o porto de Celeiro e polo esquerdo à zona de Covas. Ambas entidades formam parte a efectos prácticos da mesma realidade: a localidade mais povoada da costa norde galega, superando os 10.000 habitantes.
O concelho ou comuna de Viveiro que se propom aqui ocuparia a parte occidental da Marinha, o que na actualidade son os concelhos de Burela, Cervo, Jove, Viveiro, Ourol e O Vicedo. Tamém apostamos por incluir o terço norde do concelho de Manhom, é dizer, as parróquias d’o Barqueiro e Bares; se bem se trata dumha zona de transiçom com o Ortegal. Contaria no seu conjunto com uns 37.000 habitantes e umha extensom de 525 km2.
Já que logo, fariam parte deste concelho, entre outros, os núcleos de Burela, importante centro pesqueiro e económico onde se atopa ademais o Hospital Comarcal da Costa; e o de Sam Cibrão, que conta com o complexo industrial de Alúmina-Alumínio (ALCOA).
A Marinha Central:
Como já se dixo na introduçom, podem-se distinguir neste espaço quatro unidades naturais (entre parénteses, os concelhos actuais aos que correspondem): a depressom de Mondonhedo (Mondonhedo), o Valadouro (Alfoz e Valadouro), Lourençá (Lourençá), e a foz do rio Masma (Foz e Barreiros); sumando 25.000 habitantes em 567 km2
Historicamente o centro comarcal desta terra foi Mondonhedo, que se atopa em decadência prolongada dende fai máis dun século, ao ser incapaz de compensar a perda da sua condiçom capitalina. Na actualidade tem mais importância como centro comercial e de serviços a vila de Foz.
A Marinha Oriental - Terra de Ribadeo:
La Tierra de Ribadeo (territorio de la ribera oriental del Eo, sin ninguna vinculación con la villa gallega de Ribadeo salvo la inmediatez geográfica) es el nombre que durante buena parte de la Edad Media designó la parte occidental de Asturias incluida en el antiguo concejo de Castropol, que se extendía aproximadamente entre los ríos Eo y Navia. Históricamente dicho territorio correspondía al que en época prerromana y romana ocupaban las tribus más nororientales de los pueblos galaicos. En la actualidad tiende a singularizarse esta zona asturiana con el nombre de Comarca del Eo-Navia. (sacado da Wikipedia espanhola)
A vila de Ribadeo conta com umha história semelhante à de Viveiro, sendo hoje o núcleo reitor desta comarca situada nas beiras do rio Eo. A sua vila “xemelga” (situada na outra beira da ria) é Castropol, que contou historicamente com umha enorme influência na zona, ao ser primeiro capital dum estensísimo concelho e posteriormente cabeça de partido judicial. Ao seu carom está a pequena localidade portuária de Figueiras. Completando um triángulo geográfico acha-se, no começo da ria, a vila d’a Veiga (Veigadeo ou Vegadeo). Já um pouco mais longe, na costa cantábrica, atopamos Tápia de Casariego, podendo-se dizer que dende ali para o leste as terras ficam já mais baixo a influência de Návia.
Esta área, em torno à desembocadura do Eo, abrangue os concelhos de Ribadeo, Travada (alomenos em parte), Castropol, Veigadeo e Tápia, com um total de 23.000 habitantes repartidos em 420 km2.
Se remontamos o Eo atoparemos no seu curso meio outra zona, continuaçom da mencionada, cujo centro é a Pontenova, e que corresponde, grosso modo, com o que historicamente se denominou Terra de Miranda, a qual constituiu noutrora umha circunscriçom administrativa e eclesiástica. Hoje em dia, aínda sem cobertura oficial, existe umha área económica artelhada em torno à vila da Pontenova, cuja influência se estende aos vezinhos concelhos de Riotorto, Taramundi, Santiso de Abres e a parte meridional de Travada, com os que comparte ademais algumhas características etnográficas comuns (ferrarias, cabaços, ...).
La vida comercial se hace casi exclusivamente con Lugo y Puente Nuevo [A Pontenova], lugar este último centro ferial de la zona. En el aspecto lingüístico, Taramundi está dentro de la extensa zona astur de habla gallega, sin que apenas haya influido el castellano ni tampoco el bable. (Gran enciclopedia Asturiana, 2ª ed., 1984. Tomo 13, voz “Taramundi”)
Trata-se pois dum pequeno espaço que, aínda que englobável dentro da comarca do Eo ou de Ribadeo, conta com a sua própia singularidade. Ocupa umha extensom aproximada de 350 km2 e conta com umha povoaçom de 7.150 habitantes.
Como já dixemos, aínda sendo individualizáveis estas duas comarcas, correspondentes aos cursos baixo e meio do Eo, imos avogar pola criaçom dum só concelho que inclua as duas. Quedaria assi constituída a comuna do Eo, com um total de 770 km2 e uns 30.000 habitantes.
Baixo Návia:
Esta bisbarra corresponde-se lógicamente com o curso baixo do rio Návia, que coincide com a área de influência da vila do mesmo nome. Trata-se dos concelhos baixo administraçom asturiana de El Franco (capital: A Caridade ou Caridá), Návia, Coanha, Boal e Vilaiom (“Villayón”), que sumam 460 km2 e 20.500 habitantes.
A cabeceira comarcal é a vila de Návia, centro económico da zona desde o s. XIX, devido principalmente à sua industria (papeleira, láctea ou naval).
Os Oscos - Alto Návia:
Os Oscos (ou Ozcos, segundo a grafia tradicional que se emprega ali), é umha bisbarra situada nas montanhas que separam as cuncas do Eo e o Návia; conta com umha extensom meia (186 km2) e baixa povoaçom (1.440). Com umha forte personalidade, individualizada dende fai moito tempo, atopa-se na atualidade repartida (absurdamente) en três pequenos concelhos –Santalha, Vilanova e Samartim, todos com o apelido “de Oscos”. Carece dum núcleo que tenha um carácter claro de cabeça comarcal, tendo jogado esse papel ao longo da história, nom umha vila, senom um mosteiro, o de Vilanova. Por certo que desta bisbarra era originário o ilustrado Antonio Raimundo Ibáñez, marqués de Sargadelos, industrial iniciador da siderúrgia moderna, quem criou a fábrica de cerámica de Sargadelos e o alto forno que foi daquela o primeiro do estado espanhol.
Cremos que cómpre umha unificaçom dos três concelhos num só, e quizais, por razões de viabilidade, mesmo a sua inclusiom num espaço maior como seria este concelho de Os Oscos–Alto Návia.
Uniria-se assi aos concelhos do curso meio do Návia, é dizer: Eilao (“Illano”), Pezós, Grandas de Salime, e a parte occidental do concelho de Alhande, a que corresponde a Verduzedo. Hai que sinalar que neste último caso a fronteira lingüística e cultural entre Asturies e Galiza nom coincide com nengumha fronteira administrativa, senom que descorre polo meio do concelho de Alhande, e sem embargo está claramente marcada. Abonda ver o que di ao respecto a “Gran enciclopedia Asturiana”, na sua voz “Allande” (2ª ed., 1984. Tomo 1):
Las dos partes en que se divide el concejo por la línea que señala el Puerto del Palo (1146 m) poseen distinta condición agrícola, agrupándose en la oriental o “del Palo acá”, con mucha diferencia, los pueblos y parroquias de mayor potencialidad agropecuaria (…). A sus habitantes, que hablan el bable occidental, los llaman coritos o curitos y son los antiguos pésicos del convento astur. En la zona “del Palo allá”, “Tras el Palo” o “Tras la Sierra”, encontramos las parroquias del paisaje bravío, montaraz y pastoril; sus pobladores, que reciben el nombre de gatsegos, por su dialecto, y en alguna zona farracos, son herederos de los galaicos prerromanos.”
Já que logo, a parte occidental (em torno a Verduzedo) é a que incluímos nesta bisbarra.
Como antecedente desta unidade comarcal pode-se mencionar o antigo arciprestádego de Grandas de Salime, cujos límites eram algo menores que os da bisbarra proposta aqui. Em suma, a comuna d’os Oscos-Alto Návia abranguiria 640 km2 e uns 4.000 habitantes.