quinta-feira, 21 de junho de 2007

Bnegão: espírito HEMPA!!

.



Trrremendo concertazo o que puidemos presenciar a passada terça-feira (19 de junho)! Dentro da série de actuações programadas com motivo do 2º aniversário da Fábrica de Chocolate, preparárom-nos um evento no que houvo um pouco de todo.

Já ao chegar notamos que a parte da sala máis próxima ao escenário estava delimitada por umha linha de velas acesas postas no chão -velas que por certo pisoteei en quanto entrei, de jeito involuntário por suposto, vaia miope estou feito-. Polo visto o da performance anunciada nom ia de conha. E assi foi: para começar, espectáculo de dança e malabarismo a cargo de João, um hábil bailarim que se contorsionou a gusto ao ritmo marcado por Shiva (escreve-se assi?), que polo visto é um grupo de persoas que tocam os bongos -si, como os que pululam por qualquer festival, pero sem cães-. Despois de rematar a dança seguirom-lhe dando à percusiom um pedazo máis, pero tivérom o bom critério de parar quando começava a fazer-se cansino.

Esquecia-se-me: antes disto estivemos escoitando -com tempo, já que o retraso foi o habitual, é dizer, ao límite do tolerável-, os ritmos reggae seleccionados com gusto por um DJ que desconhecia, pero que recomendaria para animar qualquer festa na que se pinche música jamaicana.

Bem, como quecemento nom estivo mal, mais enseguida chegou o bom: saírom os de A.PER.TA. (associaçom de percusionistas e tamborileiros, de Vigo), armados de tambores, caldeiros e todo o que puidesse montar ruído, e vaia se o montárom! Em 3 segundos aquilo transformou-se no sambódromo, ou quase. Entre o ritmo que batia forte saírom Bnegão e P. Selectah a começar o seu show. E de súpeto aquilo parecia um concerto de Planet Hemp: o ritmo tribal mesturado coa voz funky-brasileira do Bnegão, e acompanhado pola trompeta de P. Selectah, levava-nos aos tempos no que o combo brasileiro reinventou a fussiom. Porque, hai que admiti-lo já, nem Black Alien nem Marcelo D2 seguírom a via -fecunda e avançada- aberta polos Planet. Bnegão, pola contra, si. E nom se molesta em oculta-lo, ao contrário, el si toca algumha que outra versiom daquela época (cousa que nom deixarei de agradecer-lhe, nom como ao soso de Black Alien, que me deixou coas ganas).

O concerto foi a confirmaçom de que, em efecto, Bnegão é "funk até o caroço". Mais que dizer do seu acompanhante, o P. Selectah, que o mesmo tocava a trompeta que lhe fazia os coros, ou se turnava à guitarra com o seu companheiro. Mágoa que só estiveram eles 2 e nom o resto da banda, o que obrigou a que a maior parte da música fosse pregravada. Sem embargo isso nom estropeou o show, no que se repassou o disco "Enxugando Gelo" -já algo antigo, do ano 2003: para quando novidades?- e se fizo algumha incursiom noutros terreos. Ao final, momento culminante com o arrebato hardcore da Dança do Patinho, e todos contentos prá casinha.
.
P.S. Esquecim a cámara... nom tenho fotos que ponher, assi que teredes que crer que estivem ali... o único que podo aportar como prova é o autocolante amarelo que vedes aqui à direita, e que regalavam no concerto... assi como as testemunhas de José António & Iago (máis conhecidos no mundo empresarial como "Doble Cero"), e o irmão deste último, que estivérom comigo compartindo cervejas e maconha.

terça-feira, 12 de junho de 2007

Paisages 5 (estamos de volta!): Eume

Despois de 3 semanas sem novidades, por fim volvo postear algo em Arbolícia. Tenho que dizer, no meu descargo, que se tardei tanto foi porque o trabalho, os estudos e demais engorros da vida moderna impedírom durante este tempo que atingisse os meus níveis habituais de ociosidade. Que se lhe vai fazer! Tampouco é que agora tenha moitas novidades, mais, para ir fazendo boca, eis outras images da Arbolícia máis arvorícola, à que se accede desde as fragas do Eume (o nosso "inferno do norte" particular, moito máis que a Paris-Roubaix... mais isso é outra história). Por certo, segundo dim os lugarenhos, desde fai pouco hai a possibilidade de percorrer o encoro do Eume em kayak... haverá que prová-lo!







sábado, 19 de maio de 2007

Paisages 4: O Courel em primavera

.
.
Arco da Velha de caminho a Seceda

Curiosos acivros numha aba vindo dende Lóuzara

Entrada à Devesa da Rogueira

A Nova Geografia Galega (III): A Marinha - Návia (1)

.
.

Esta regiom, de forte personalidade, corresponde-se coa costa norde do nosso país, dende a punta de Estaca de Bares à desembocadura do rio Návia. Limita polo oeste co Ortegal, comarca situada no límite do mar Cantábrico, mais orientada já cara a costa noroeste e cara a área do Alto Eume; polo sur coa Terra Chá e coa Terra de Burom (A Fonsagrada), das que a separa o reborde montanhoso das serras da Faladoira, Carba, Xistral, Meira...; e polo leste com Asturies, coa que nom hai umha divisória clara pola costa, mais si polo interior (serra do Ranhadoiro, porto do Palo).

Apesar da grande homogeneidade e coesiom da regiom marinhá, pode ser dividida de jeito natural em diferentes áreas. Na atualidade adoita-se diferenciar entre: Marinha Occidental, em torno a Viveiro; Marinha Central, cujo referente na costa é Foz (ou Burela, que está situada no límite entre a parte Central e a Occidental) e no interior Mondonhedo; e Marinha Oriental, em torno a Ribadeo. As terras entre o Eo e o Návia, administrativamente asturianas, soem denominar-se como Eo-Návia. Além desta divisiom, pode-se distinguir tamém entre a zona costeira e a do interior, as quais podem, à sua vez, ser particularizadas nas bisbarras que enumeramos a continuaciom.

Pola costa, e de oeste a leste, atopamos en primeiro lugar as rias do Barqueiro e de Viveiro. A vila de Viveiro é centro dumha Terra que vai dende o cabo de Estaca de Bares, ao norde, até a serra do Xistral ao sur, nas terras altas de Ourol e Muras. Aqui a costa presenta um perfil irregular e inzado de contrastes morfológicos. Seguindo cara o leste, a partir de Burela, a fisonomia da costa muda radicalmente, aparecendo a rasa costeira cantábrica, ampla plataforma de erosiom, singularmente aplanada, que continua até moito máis alá das nossas fronteiras. Atopamo-nos entom cos tramos central e oriental da regiom marinhá, sem nengum accidente geográfico que faga de divisória entre eles. A continuaciom da profunda ria de Ribadeo ou do Eo (sem querer entrar aqui na recente e absurda polémica sobre o seu nome), e após dum tramo de transiciom pola costa de Tápia e El Franco, aparece a desembocadura do rio Návia e a vila do seu mesmo nome, estremo nororiental da Galiza.
Se remontamos un pouco o rio Návia e colhemos agora a direcciom oeste, percorreremos a regiom en sentido contrário, atopando-nos as bisbarras da marinha “nom costeira”, é dizer, os vales e serras que conformam o hinterland marinhão. Assi, temos en primeiro lugar o que poderiamos denominar Alto Návia, espaço correspondente em realidade co curso meio desse rio, artelhado en torno a Grandas de Salime; e que tem a sua continuaciom natural nas terras montanhosas do sur, como A Fonsagrada e as correspondentes ao nascemento do Návia, na vertente norde dos Ancares: Íbias, Návia de Suarna, que incluímos já na regiom das montanhas orientais de Galiza. A continuaciom, bordeada pola serra da Bóvia, a pintoresca comarca d’os Oscos; e, passando por Taramundi, a histórica Terra de Miranda –nom confundir coa série da TVG ;-) . Seguindo cara ao oeste, atopamo-nos sucessivamente as depressiões de Lourenzá, Mondonhedo e O Valadouro, para chegar outra volta à Terra de Viveiro na sua parte alta.

Históricamente esta regiom correspondeu-se, nos tempos dos romanos, coa parte norde do convento lucense da Gallaecia (cujo límite oriental era precissamente o rio Návia). Posteriormente, a raíz da chegada de emigrantes procedentes das Ilhas Británicas no s. V e VI (empuxados pola invasiom anglo-saxona das suas terras de orige, no mesmo éxodo que deu lugar à Bretanha francesa), converte-se no território que poéticamente se tem denominado “A Galiza de Mailoc”, bispo de Bretonha.
Durante a Alta Idade Meia, tempo em que os poderes políticos e eclesiásticos nom estavam diferenciados, correspondeu-se, grosso modo, co bispado de Mondonhedo. No século XII produziu-se um ajuste das terras tributárias aos bispos, passando a terra comprendida entre o Eo e o Návia a depender do bispo de Ovieu, no lugar do de Mondonhedo como vinhera acontecendo até esse intre. Alguns dim que dito acordo foi a solución a un asunto de mulheres, como se os bispos tivessem essas debilidades ;-) ... Em qualquer caso, a partir de entom as terras do Eo-Návia ficárom já baixo dependência de Oviedo, tanto a nivel eclesiástico como político-administrativo, especialmente a partir da divisiom do s. XVI, baixo o reinado de Filipe II, que consolidou o Eo como fronteira entre Reynos. Nesse intre, e durante toda a Idade Moderna, esta regiom constitue-se na província de Mondonhedo; até o século XIX, em que coa nova divisiom esta província é suprimida e o território é englobado na de Lugo.



Antiga província de Mondonhedo

Como vemos, é umha regiom claramente individualizada pola geografia e pola história, tendo sempre por capital Mondonhedo. Hoje esta vila viu-se desprazada na sua influência polas de Ribadeo, Burela e Viveiro, principalmente, sendo outras localidades de importância as de Foz, Tápia de Casariego, Návia, A Pontenova, etc.

A seguir presenta-se umha proposta de ordenaciom territorial desta regiom. Existem, como quase sempre, várias compartimentaciões possíveis, e neste caso é tarefa especialmente complexa eligir a máis ajeitada. Exporemos primeiro os diferentes critérios que nos podem guiar, e a continuaciom a configuraciom escolhida.

Dende um punto de vista geográfico, poderiamos distinguir, como já expuxemos, entre costa e interior, mais neste caso as terras do interior estám claramente orientadas ao mar e tenhem umha forte ligaçom co espaço costeiro. Isto acontece tanto dende um punto de vista puramente “geográfico” –vales abertos à costa- como demográfico ou económico. Polo tanto, pensamos que a diferenciaciom costa/interior nom deveria reflectir-se na divisiom administrativa, senom que os concelhos deveriam abranguer tanto a franxa costeira como a sua continuaciom natural em forma de vales e serras. Dito isto, poderia-se contemplar como excepciom a esta regla a comarca naviega, a qual presenta umha maior extensiom em sentido Norde-Sur (e polo tanto maior distância da costa às terras máis interiores), e na qual –e nom só por isso- proponhemos criar dous concelhos diferentes (Alto e Baixo Návia). Outra possível excepciom seria a equivalente ao caso naviego, pero neste caso no Eo. Aqui hai umha diferenciaciom clara entre o espaço da Ria do Eo, cumha forte ligaçom entre o triángulo Ribadeo-A Veiga-Castropol, e o do seguinte tramo do rio, columna vertebral da chamada Terra de Miranda, bisbarra histórica que na atualidade se corresponde co espaço económico cujo centro é a Pontenova. Poderia-se pois criar um concelho de Ribadeo e outro de Miranda; sem embargo, e com moitas dúvidas, avogamos por integrar estes dous espaços num só concelho, como se explicará máis adiante.
Outro factor geográfico que actua como divisiom natural é o límite, já citado, da rasa costeira, formaciom geomorfológica singular que carcteriza grande parte da regiom. O câmbio desta forma de paisage a outra é bastante abrupto e localiza-se em Burela. Neste punto divide-se de jeito natural a Marinha Occidental do resto, divisiom que coincide com outra baseada em critérios económicos: a que distingue entre o espaço industrial/portuário de grande dinamismo que fica ao oeste (que inclue os portos de Burela, Sam Cibrão ou o Celeiro, máis as vilas de Viveiro e Burela, e o complexo industrial de Alúmina-Alcoa entre Cervo e Jove); e a zona ao leste de Burela, máis turística e menos industrializada.
Em conseqüência, e por nom extender-nos máis, proponhemos a criaciom dos 5 concelhos representados no seguinte mapa: Terra de Viveiro / Marinha Occidental, Marinha Central, Terra de Ribadeo / Marinha Oriental, Baixo Návia, e Oscos - Alto Návia. Na seguinte entrega descriviremos cada um máis polo miúdo.


segunda-feira, 7 de maio de 2007

Nº 1 em Arbolícia: o nosso Primavera sound particular...

A abundância de oferta musical neste arrabaldo surenho, combinada coa nossa disponibilidade de tempo, fixo que durante 3 dias (do 26 ao 28 de abril) puidéramos asistir a umha espécie de festival urbano à carta, no que desfrutamos dos mais variados estilos musicais. A seguir vai umha breve resenha do ouvido estes dias: Mr. Dixie Jazz Band (nº 1 nas listas de jazz de Arbolícia), Why Go (nº 1 nas de rock), Healthcontrol (nom chegárom ao nº 1, só pode haver um e esse posto foi para os anteriores, pode que noutra ocasiom...), Dios Ke Te Crew (nº 1 nas listas de hip hop); e de propina, umha semana máis tarde, os Jaylanders (nº 1 nas listas de folk de Arbolícia). Recomendados!

Quarta-feira, 26 de abril de 2007

Acudimos à Casa de Arriba para abrirmos boca cuns velhos conhecidos, a MR. DIXIE JAZZ BAND. Este combo afincado na Crunha –e máis concretamente na adega Jazz Vides- nom só é o melhor conjunto de jazz tradicional que hai em Galiza, senom tamém... o único. O abano musical que percorrem nom é, ehem, demasiado amplo: vai da New Orleans dos anos ’20 ao Chicago dos ’40. Pero é máis que de sobra para fazer-nos desfrutar com saltarins ritmos de dixieland (si, o nome da banda nom minte), tam ajeitados para umha voda como para um funeral. Sendo o concerto gratuito, era quase obrigado comprar-lhes um CD. Decidin-me por “Just in Jazz Vides”, gravado ao vivo na mencionada taberna –que por certo recomendo a qualquera que passe por Corunha: boas raciões e boa música ao vivo no mesmo local? si, amigos, é possível-. Bom som e repertório repleto de clásicos num disco que é umha perfecta introduciom à sua música.

Venres, 27 de abril de 2007

Cambiamos radicalmente de música e nom tam radicalmente de escenário: a escassos metros da Casa de Arriba, no veterano Iguana Club, havia raciom dobre de rock (nom grátis coma onte, mais apenas por 5 €). Abrírom os locais WHY GO, um dos segredos melhor gardados do underground de por aqui. Já íamos avisados do sorprendente da sua proposta, pois tivéramos a oportunidade de escoitar a sua maketa (4 temas). E que fam? Bem, é difícil de descrivir com poucas palavras. Quizais a influência mais reconhecível seja Mike Patton, pero entom soa umha canciom e parece que Jeff Buckley siga vivo, e despois outra e me lembram a The Mars Volta, e... carai, vejo os nomes que ponho e dou-me de conta de que estou sendo tremendamente injusto com Why Go: nom é que os grupos citados sejam malos -todo o contrário-, pero o resultado de todo isto é realmente original, nom apenas um sumatório. E nom só isso, senom algo moito mais importante, polo menos para este humilde friki musical: tenhem boas canciões. Oh! Pois si amigos, algo raro entre os grupinhos independentes de hoje em dia, pero deve ser que a estes lhes sobra talento e, ademais de aportar originalidade sónica, sabem fazer temas que segues oíndo na tua cabeça despois de rematados. Agardo impaciente o seu 1º disco.
Só com Why Go já tínhamos a entrada amortizada, pero ainda assi quedamos a ver aos seguintes, os até entom desconhecidos (para mim, claro) HEALTHCONTROL. Os componhentes desta banda madrilenha fugem das etiquetas e dim que fam “impostrock”. A verdade, eu nom saberia como clasifica-los. Numha canciom sonavam-me post-rock, noutras mais indies, noutras -apuntava Buitre- pareciam !!!, em fim... vai ser certo o que dim eles! E polo momento, à espera de conhece-los máis, até aqui podo dizer.

Sábado, 28 de abril de 2007

De esquerda a direita: Sokram, Jamás, Murdock, García e Mou: DKTC!!


Tocava desprazar-se a um garito vezinho dos anteriores: a Fábrica de Chocolate. Por certo, hai que reconhecer-lhes aos seus gestores umha decidida aposta póla música ao vivo –case que todos os dias tes a oportunidade de ver um grupo- e o seu eclecticismo: assi a bote pronto, lembro-me dum concerto do clásico do power pop Paul Collins, ou doutro do rapeiro brasileiro Black Alien. Desta vez fomos ver (perdom, fum ver, porque nom atopei companhia; à mesma hora tocavam Los Planetas e já se sabe, hai moito indie... alá eles, a relaciom qualidade-prezo foi bastante superior aqui: só 5 €) aos que quizais sejam o meu grupo de hip hop favorito do momento: os Beastie Boys de Ordes –e nom é nengumha broma-, DIOS KE TE CREW. Para os que ainda nom os conheçam: http://www.theartwolf.com/dios_ke_te_krew.htm. Para os que si, a bom seguro nom lhes sorprenderá saber que, mália o enorme retraso co que começou a actuaciom, e apesar tamém do pouquíssimo público congregado (duas dúzias?), nom defraudárom. É mais, tivemos ocasiom de conhecer de primeira mão como vai o progresso compositivo/interpretativo do grupo: a reelaboraciom de temas antigos e o que se puído ver dos inéditos que deixárom caer transmite boas vibraciões. Ogalhá nom haja que agardar tanto pólo 2º disco como pólo 1º!

Bônus: Quarta-feira, 3 de maio de 2007

Umha semana mais tarde, voltamos ao lugar do delicto –A Casa de Arriba- para ver tocar a THE JAYLANDERS (3 €, teloneiro incluído, e umha cerveja de regalo). Se a semana anterior tivéramos umha raciom de tradicionalismo “negro”, a cargo dos Mr. Dixie Jazz Band, desta volta tocou o lado mais “branco” do revival. Tenho que admitir que fomos com certa prevenciom, já que pola forma de anunciar o concerto podia parecer que ia consistir exclusivamente de versiões de Pete Seeger –o que por fortuna nom aconteceu, ao contrário, chegárom a tocar “The River” do Boss. Pero a práctica totalidade do concerto adicou-se a velhos clásicos do folk americano, com incursiões no lado mais country ou mais blues, ou mesmo no cancioneiro irlandês (estes cabrões sabem o que nos gusta!). A banda, de reciente criaciom, contou com violino, baixo, guitarra, acordeom e bateria –e harmônica nalguns temas, of course-, e de certo que sabem como toca-los. Os meus momentos favoritos, as interpretaciões de “John Henry” e “Jesse James”: para passar todo o rato batendo co pé no chão e tirando o sombreiro ao aire. We shall overcome / Venceremos nós!

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Paisages 3: O guepardo de Cabo Home



Umha das máis raras e perigosas espécies que havitam O Morraço...

sábado, 28 de abril de 2007

A Nova Geografia Galega (II): Terras do Bolo, as Frieiras e as Portelas


Nesta primeira entrega describen-se as terras do extremo sueste do país, que proponhemos agrupar en 3 concelhos: As Portelas, As Frieiras e a Terra do Bolo, claramente diferenciados mais con características comuns.
Se geográficamente o que caracteriza estas terras é a elevada altitude e a complexidade orográfica, demográficamente é-o a sua baixa densidade de povoación e a forte dispersión desta. A única vila que supera os 1000 habitantes é Viana do Bolo, sendo freqüentes na zona os desprazamentos a outras povoaciões como Verín, A Rua, O Barco de Valdeorras ou Póvoa da Seabra (Puebla de Sanabria).
As principais vias de comunicación que atravesan este território son: a autovia A-52 (Ourense-Zamora), que o percorre de Oeste a Leste na sua parte sur, conectando-o con Verín (ao oeste) e coa Póvoa da Seabra ( polo leste); a estrada OU-533, perpendicular a aquela, que parte da Gudinha e vai en dirección norte até Valdeorras; e o caminho de ferro Ourense-Zamora, que ten parada na Gudinha.

Terra do Bolo:

Notas características del País del Bolo: predominio de los aspectos serranos (pueblos grandes y aislados, maquis de ruina de bosque), matizados por los surcos del Bibey, Camba y Xares. Valles altos boscosos y pastorales. Valles bajos vitícolas. Centros: las villas en colina del Bolo y Viana, ambas en posiciones centrales respecto de la sierra. Valor predominante de los aspectos de sierra y de invierno. Relación con el país de Castro [As Portelas], zamorano, gallego de lengua, tipo de sierra.

(Otero Pedrayo, “Guía de Galicia”, 1926)

A Terra do Bolo abrangue os atuais concelhos de Vilarinho de Conso, Viana do Bolo, A Veiga e O Bolo, cumha extensión de 853 km2 e umha povoación de 7.016 habitantes. Un dato resume por si só a evolución vital desta terra: no ano 1900 a sua povoación era o triple (!) que a atual. Os concelhos que a integran, creados nun tempo no que a zona estava aínda chea de vida –a velha Galiza nación de labregos- carecen hoje da base demográfica mínima para cumprir as suas funciões. A necessidade dumha reorganización territorial aparece aqui como evidente.
Nada engadirei ao verbo barroco de Otero Pedrayo e à sua elegante descrición do País do Bolo. Passamos pois às Frieiras.

As Frieiras:

Notas características de las Frieiras: ausencia de valles profundos, altos lomos monótonos de aspectos de sierra y montaña, cruzados por la carretera de Villacastín a Vigo, que anima el país y lo coordina (Portillas). Centro: A Gudiña, villa itineraria en el engarce del camino de Castilla y del de Viana.

(Otero Pedrayo, “Guía de Galicia”, 1926)

A Terra das Frieiras estende-se polos concelhos de Orriós, A Gudinha e A Mesquita, sumando 5.128 habitantes en 390 km2. Carece dun centro claro, puidendo jogar esse papel a vila d’A Gudinha, pola sua situación central, a sua condición de núcleo máis povoado da bisbarra (con máis de 500 habitantes), a oferta de serviços que alberga, e o seu carácter de pequeno “nó de comunicaciões”, como resenhamos ao começo. De todos os jeitos, o verdadeiro centro comarcal desta zona é Verín. De feito, na distribución comarcal da Junta de Galiza Orriós está integrado na comarca de Verín, ademais de pertencer, ao igual que o resto das Frieiras, ao seu partido judicial. Pola sua banda, A Gudinha e A Mesquita fan parte, na citada distribución, da comarca de Viana, junto con Vilarinho de Conso e a própia Viana. Esta solución non nos parece a máis ajeitada, e seguramente derive da decisión –tamén discutível- de dividir a Terra do Bolo entre a comarca de Viana e a de Valdeorras.

As Portelas:

A brúxula da nosa identidade anda louca. O seu norte é o oeste. Hai que fixar nela ese punto cardinal.

(Felipe Lubián, “Tristuras e ledicias de nacer en ningures: cousas das Portelas”, Actas do I Congresso Internacional da Cultura Galega, Santiago, 1992).

Esta bisbarra, situada entre as portelas da Canda e do Padornelo, está formada polos municípios de Hermisende, Pias, Porto e Lubián. A posición central deste último converte-o no núcleo reitor da zona, que en conjunto ocupa umha extensión de quase 450 km2 e conta con 1.245 habitantes. Trata-se pois dumha zona cumha baixísima densidade de povoación (en contínuo descenso), e cremos que é un exemplo claro da conveniência da fusión de concelhos rurais que por separado non chegan ao tamanho mínimo necessário para ser viáveis.
Geograficamente, esta terra é similar às bisbarras já descritas. Formou parte de Galiza até o s. XVIII, e aínda foi incluída na província de Ourense no reparto provincial de 1822. Porén, no de 1833 foi cambiada para a província de Zamora; dende entón enquadra-se na comarca de Sanabria ou Seabra (denominando-se-lhe às vezes Alta Sanabria). Sen embargo, a sua identidade segue a ser nídiamente galega segundo qualquer critério que se empregue, incluíndo o lingüístico: aínda a dia de hoje, os seus habitantes seguen sendo (moi) maioritariamente galego-falantes. Dá-se a circunstância de que aqui a mentalidade galeguista non só está viva, senon que é espalhada por gente como Felipe Lubián. Este mestre e durante moitos anos alcalde de Lubián polo PSOE é o máis conhecido defensor da galeguidade das Portelas. Veja-se ao respeito a entrevista de fai alguns anos http://vello.vieiros.com/entrevista/lubian.html na que se autodenominava galego e avogava pola integración destes concelhos na Galiza.
Como anécdota, sinalar que para chegar a Lubián por estrada dende Porto ou Pias é preciso atravesar território da Comunidade Autónoma de Galiza.


PRANTEXAMENTOS ALTERNATIVOS

- Alternativa 1: a situación atual
A realidade desta zona bate teimudamente coa atual organización territorial. En primeiro lugar, pola sobreabundância de concelhos que, como já resenhamos, contan con moi pouca povoación e non responden, nos seus límites, à realidade geográfica e socio-económica. En segundo lugar, pola forma en que se agrupan estes concelhos: assi, a Terra do Bolo está desprazada cara o Sur (de feito non se lhe denomina desta forma, senon como “comarca de Viana”), ao restar-lhe os concelhos do Bolo e da Veiga, integrados en Valdeorras, e sumar-lhe os da Gudinha e a Mesquita. A razón da resta é a maior influência económica que exercen as vilas do Barco e da Rua –e, en geral, toda a comarca de Valdeorras- sobre O Bolo e A Veiga. Sen embargo, este maior dinamismo económico non justifica a inclusión destes dous concelhos na comarca valdeorrense, coa que non comparten características geográficas –já que non fan parte do val do Sil- nen económicas, como si fan con Viana e Vilarinho de Conso. A criación dun concelho da Terra do Bolo como o proposto aqui non privaria aos habitantes da sua zona norte de ir trabalhar ou mercar no Barco, por exemplo; mentres que permitiria un melhor aproveitamento dos recursos da comarca, que presenta en todos os seus aspectos umha grande homogeneidade. Pola sua banda, a inclusión da Mesquita e a Gudinha na comarca de Viana –coa que, de feito, tenhen moitas características en común- non obedece, segundo o nosso critério, mais que a “quadrar as contas” evitando que a comarca de Viana ficasse só con dous concelhos, e “buscar-lhe un sítio” à Gudinha e à Mesquita.
Da distribución atual parte tamén a proposta de Nós-UP que se amosa na image inferior. Conserva as mesmas comarcas, e coa mesma composición, que o mapa comarcal da Junta, mais coa novidade da inclusión da Seabra enteira, non apenas da sua parte occidental (As Portelas). Achamos injustificada esta decisión, por quanto non existe realmente umha clara identificación das Portelas coa Seabra. Ademais, isto implicaria a anexión a Galiza de terras que, se ben é certo que noutro tempo pertenceron a ela (toda a comarca da Seabra foi Galiza durante séculos), perderon já a efectos prácticos a sua condición de galegas.



Mapa editado por Nós-UP


- Alternativa 2: Un só concelho
Umha outra possibilidade seria a criación dun único concelho que abranguesse as terras do Bolo, as Frieiras e as Portelas. A favor desta opción está a homogeneidade do território, o carácter central da vila de Viana do Bolo que é umha capital natural da región, e o feito de que en conjunto non chegaria, nin de longe, aos 15.000 habitantes, cifra aínda cativa para un concelho. Na sua contra, naturalmente, a elevada extensión (quase 1700 km2), assi como o feito de “borrar” uns espaços, as bisbarras que o forman, con séculos de existência diferenciada. Ben é certo que a isto último non se lhe deveria dar umha importância desmedida, se o que se pretende é chegar a umha organización territorial desenhada con critérios de racionalidade.

Para rematar, mencionar que, cumha perspectiva diferente –mantemento dos concelhos atuais e criación de “distritos” de carácter comarcal-, a Fundaçom Carvalho Calero propujo fai uns anos a sua própia reordenación territorial da Galiza, incluíndo os territórios da franxa leste. Na área que nos ocupa, propunhan un distrito con capital en Viana do Bolo que incluisse as terras do Bolo, o concelho de Maceda de Trives, as Frieiras e toda a Seabra (ver image inferior).

Mapa da Fundaçom Carvalho Calero
(o punto do meio é Viana do Bolo)

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Paisages 2: A Baixa Límia

Um dos territórios máis fascinantes. Um universo de auga. Umha constelaciom de poças entre os montes máis desérticos. Tosdos os roteiros do mundo. É doado atopa-los nas guias. Eu limitarei-me a amosar 3:

Poça na rota dos muinhos em Vilameá. A fervenza é um tobogam natural polo que se pode esvarar. Nom hai perigo: debaixo hai 2 metros de profundidade.

Na Corga da Fecha. Atopa-se seguindo a via romana desde Lóvios, nom longe da vila.

A poça principal da corga da fecha



E... a fervença da Corga da Fecha

E como nom, o máis impresionante, o nom-vai-máis: o parque aquático natural máis incrível de Arbolícia. As fotos que vedes a continuaciom nom lhe fam justiça, já que fôrom sacadas desde zona "segura", onde a câmara nom se podia molhar. Pero dou fe de que ali atoparedes jacuzzis, chorros de auga e banhos de todo tipo. Trata-se do rio Castro Laboreiro, ao seu passo por Olelas. Hai que baixar desde o povo por umha estradinha à esquerda e já logo se chega ao RIO. A este lado, Galiza, do outro, Portugal. Polo meio, o rio, o de Heráclito polo menos.


Deste lado, GZ, do outro, PT


Cómpre avançar aínda um chisco máis...


... e por ali é; onde está o ghicho esse, ao fondo à direita.
Que vostedes o desfrutem

segunda-feira, 16 de abril de 2007

A Nova Geografia Galega (I)

Por fim chega a Arbolícia o grande tema, umha das razões de existir deste blog: a ordenaçom territorial da Galiza. Este post é só o primeiro de outros moitos que chegarám, nos quais pretendo, por umha banda, analisar a questom, e por outra, ofrecer a minha visom de como poderia (deveria?) organizar-se o país, concretando isto num mapa (umha image vale máis que mil palavras) que hoje adianto e que irei debulhando pouco a pouco.

Noutra ocasiom, se hai tempo, farei um repaso da evoluçom histórica da ordenaçom territorial deste país. Polo de agora limitarei-me (tedes sorte) a fazer um balanço de situaçom e umha breve justificaçom do modelo alternativo que proponho.

Em primeiro lugar cómpre preguntarmo-nos, qual é a situaçom atual? Qual é o panorama? Que nos atopamos quando olhamos um mapa da Galiza, ou simplemente que percibimos na nossa vida diária?

O que nos atopamos é umha organizaçom territorial velha e caduca (produto dum determinado momento do século XIX) que, em vez de propiciar o desenvolvimento ajeitado das capacidades do país –e polo tanto o benestar dos seus habitantes- fai as máis das vezes de freo a esse desenvolvimento.

Atopamo-nos cum mapa administrativo baseado em concelhos que carecem do tamanho mínimo razonável para proporcionar-lhes aos seus habitantes os serviços necesários; concelhos cuja única razom de existir é umha arbitrária e anacrónica divisom administrativa do s. XIX; concelhos que nom se correspondem nem coas parróquias -entidades locais de existência milenária e de sorprendente vigência-, nem coas bisbarras naturais, nem coas unidades económicas atuais; concelhos extensos como A Fonsagrada e minúsculos como Mondariz-Balneário; concelhos que som apenas bárrios de cidades –como Culheredo ou Narom- e outros nos que hai mesmo várias vilas diferentes –Cangas, Pontecesso-; etc, etc.

Especialmente dramático é o caso dos pequenos concelhos rurais, criados artificialmente a partir da agrupaçom de parróquias e cujos habitantes som vítimas hoje em dia da despovoaçom massiva, do caciquismo geralizado e das gestões ineficientes, quando nom direitamente ineficaces, que som o froito inevitável da escasa adequaçom das estruturas administrativas à realidade. Fôrom criados assi no seu dia co critêrio de que nom podiam ser demasiado pequenos (é dizer, nom podia haver 1 concelho por parróquia), para assi ter um nº mínimo de habitantes, nem demasiado grandes (é dizer, nom podia haver 1 concelho por comarca), para nom afastar demasiado aos seus habitantes da capital municipal, que idealmente deveria reunir as características dumha pequena vila. A idea em si nom era absurda, pero fracasou: hoje em dia a povoaçom de moitos destes concelhos reduziu-se à metade da que tinham quando fôrom criados, ao tempo que o transporte por estrada fizo que distâncias que antes precisavam de várias horas para ser cubertas hoje se fagam em alguns minutos, invalidando assi as razões de existir de ditos concelhos.

E se os concelhos atuais nom cumprem a funçom que deveriam, que alternativas se nos ofrecem? Vejamos o panorama supra-municipal que temos hoje em dia, onde podemos atopar: comarcas que som apenas linhas no mapa, por carecer de competências; áreas funcionais que teoricamente agrupam essas comarcas e das que nada se sabe desde o ano 1997 em que se definiu o mapa comarcal da Xunta; mancomunidades e áreas metropolitanas que tentam dar resposta às necesidades máis evidentes, pero que pola sua natureza improvisada nom podem ser a base dumha nova ordenaçom territorial; associações de municípios de diversa finalidade (turística, de promoçom económica, etc), que cubrem unicamente um aspecto; e como colofom, as inefáveis de-puta-ções, delirantes organismos originados ao traçar duas linhas perpendiculares no mapa da Galiza e cuja finalidade principal vem sendo o fomento do nepotismo e do caciquismo na sua máis ampla acepçom.

Galiza precisa, e os seus cidadãos merecemos (polo menos eu si, porque yo lo valgo!), outro modelo. Umha organizaçom alternativa que se adecue à realidade e que favoreza o desenvolvimento socioeconómico em lugar de coarta-lo. Umha organizaçom para a Galiza do século XXI, que algum dia terá que chegar.

Umha proposta

Objectivos: cómpre um poder local forte, com capacidade –tanto competencial como económica- de cumprir os seus cometidos, que tenha como fortaleza a proximidade co cidadão e ao mesmo tempo a identificaçom com unidades geográficas, sociais e económicas já existentes na realidade. Nom se trata de inventar a pólvora senom de ponher em valor o que já temos.

E que temos? Pois temos fundamentalmente um país que se pode estudar como dividido numhas dúzias de bisbarras, ou comarcas, máis ou menos homogéneas, as máis delas cum núcleo reitor e outras com várias vilas de referência, mais todas cumha grande coerência interna. Estas bisbarras (que se correspondem só em parte coas comarcas do mapa comarcal oficial) tenhem a dia de hoje o tamanho acaído para converter-se na unidade local básica. É dizer, nos novos concelhos.

Propom-se aqui, polo tanto, umha reorganizaçom do mapa dos concelhos de Galiza, criando uns novos “concelhos comarcais” em contraposiçom aos atuais “concelhos municipais” (por empregar umha palavra fácilmente comprensível). Estes concelhos si teriam, ao contrário que os vigentes, a massa crítica necesária para garantir a sua viabilidade económica, ao mesmo tempo que conservariam a necesária cercania –tanto geográfica como humana- co cidadão, imprescindível numha administraçom local.

Quando emprego o termo “unidade local básica” nom quero dizer que sejam as únicas, mais si as fundamentais, ao serem as unidades propiamente “políticas” (seriam a circunscripçom eleitorais nas municipais, é dizer, os cidadãos eligiriamos direitamente o alcalde desses concelhos).

Estes concelhos comarcais agrupariam-se, “cara arriba”, em Áreas Metropolitanas ou, no seu caso, em Regiões Funcionais, que incluisem concelhos de similares características. Estas entidades nom teriam atribuições políticas senom simplemente de gestom, permitindo fazer acções conjuntas a concelhos vezinhos dumha mesma zona.

“Cara abaixo”, estes concelhos constariam de várias Juntas Locais correspondentes a umha ou máis parróquias, que fariam o papel de assembleias vezinhais, respostando assi à necessidade de reflectir a estrutura povoacional real e dar voz a cada núcleo de povoaçom, mais sem umha innecesária compartimentaçom do poder político.

Com estas premisas propom-se o mapa amosado aqui. Nel os novos concelhos aparecem delimitados polas linhas amarelas, e as regiões nas que se agrupam, por linhas vermelhas. Por suposto, o mapa exposto é só umha possibilidade (eu já o re-debuxei várias vezes) no que se podem discutir moitas cousas... que nom colhem neste post. Pero si nos vindeiros, nos que se describirá os concelhos do mapa, formando assi, se a ociosidade nom o impide, umha pequena enciclopédia da nova Galiza que se albisca dende Arbolícia (aínda que só quando nom hai moita névoa e o sol pega bem).

domingo, 15 de abril de 2007

Hai outros mundos pero estám em Arbolícia





No planeta arbolício hai múltiples mundos máis ou menos relacionados entre si. Este é um deles, um pequeno lago de auga salgada, com todo o que um organismo necesita para viver. Está à beira do castro da punta Sam Mamede, no país das Marinhas.