
sexta-feira, 18 de abril de 2008
Paisages de Planícia: Schiermonnikoog

quinta-feira, 10 de abril de 2008
Nº 1 em Arbolícia: Billy Bragg
E o curioso é que isto nom me aconteceu com o último de R.E.M., nem com outros que escoitei ultimamente de gente como Björk, Eric Dolphy, Jeff Buckley, the Byrds, Kinks, Moby Grape, Zombies, “My life in the bush of ghosts” de Eno & Byrne, Peter Tosh, Massive Attack, Fela Kuti, The Mars Volta, Scout Niblett… todos eles bós discos, sem dúvida, e alguns deles mesmo moi grandes. Mas nom me causárom esse efecto (o "Angel Dust" de Faith No More e o de Vampire Weekend estivérom cerca), e esse efecto, meus amigos, só se pode causar a primeira vez.

Estou falando dum disco que o tem todo: canções, interpretaçom, estilo, encanto. Esse disco, que veu a mim de casualidade, como sem querer, é o “Don’t try this at home” de Billy Bragg. Originalmente publicado em 1991, foi reeditado fai um par de anos com um 2º CD de extras. É precisamente essa ediçom a que merquei numha das excelentes tendas de música de Planícia (si, aínda nom dixem nada, pero estou passando umha temporada exilado: deica logo Arbolícia, ola Planícia), por só 8.90 €. Escolhim-no basicamente porque tinha “Sexuality”, a única cançom de Billy Bragg que conhecia. Eu preferia mercar o “Brewing up with Billy Bragg” que seica está considerado um dos seus melhores discos, mas nom o tinham. E tenho que agradecer à fortuna que fosse assi, já que assi pudem conhecer este.

Nom vou repasar todo o disco cançom a cançom, seria longo de mais. Assi que simplemente vou dizer que o principal deste disco é: 1) Está ateigado de boas canções (creo que isto já o deixei claro), 2) Está bem gravado e interpretado, e 3) Aparte dos vímbios, tem algo mais: esse chisco de mágia que distingue as grandes obras, e que se che queda pegado durante um tempo.
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sexta-feira, 28 de março de 2008
Um pouco de arte urbana no arrabaldo do sul
Notar as figuras pintadas enriba do muro...
Detalhes de qualidade e surrealismo
tremenda escavadora
E o bom de Gandhi, atrapado
segunda-feira, 24 de março de 2008
quarta-feira, 12 de março de 2008
O povo asolagado do Alto Minho
Ringleiras de pedras a modo de Stonhenge sinalavam o caminho...
... que aginha acabou, pois a auga cubrira a única ponte que nos permitiria passar.
Em efecto: nom havia forma de cruzar.
... cujos espíritos, transmutados em árvores, chamavam por nós e tentavam-nos a cruzar. Mas soubemos evitar a trampa...
... já que, de qualquer jeito, havia tamém ruínas do nosso lado.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
A Enciclopédia da Música Clássica, vol. 4: NRA & Paisley

Guadalcanal Diary: Uns dos que nom tivérom éxito e ficárom como banda de culto. Aínda que na cançom aquí incluída (do disco Walking in the shadow of the big man) parezam copiar a REM, o certo é que a sua música era variada e sorprendente como poucas. A descubrir, absolutamente.
Feelies: Grupo peculiar, começaram no ano 1980 com um disco de corte post-punk minimalista, estilo Velvet Underground. Tardárom 6 anos em sacar a continuaçom, The Good Earth, produzido por Peter Buck e com um aire diferente, de onde extraemos este “The high road”.





Violent Femmes: E se os anteriores eram inclassificáveis, que dizer deste trio punk/folk de Milwaukee. Capitaneados por Gordon Gano, o seu debut Violent Femmes (1983) é umha autêntica marabilha com tralhazos acústicos como este “Blister in the sun”.
The Steppes: É de sobras conhecida a minha debilidade por estes americano-irlandeses que, liderados polos irmãos Fallon, acadárom as mais altas cotas do folk-rock psiquedélico... sem que ninguém se enterara. “Tourists from timenotyet”, do LP Stewdio (1988), foi a sua melhor aproximaçom a um single de pop perfecto.


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sábado, 16 de fevereiro de 2008
Instrucções para habitar o mundo
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
A natureza da mente consciente

Se cavilamos sobre elo nestas páginas é porque moitos científicos acreditam que a natureza da consciência é o principal problema que a moderna biologia tem aínda que resolver [eu tamém]. Trata-se na realidade dum problema moi especial que nem sequera sabemos moi bem como considerar e investigar. Abundam, nom obstante, as reflexiões sobre o mesmo e os trabalhos de investigaçom que tentam aborda-lo desde algumha perspectiva particular. Recentemente, no Instituto Tecnológico de California (Pasadena, USA), eu mesmo participei em experimentos para conhecer mediante resonância magnética funcional as partes do cerebro activadas a depender de se os sujeitos percibiram ou nom conscientemente estímulos luminosos apresentados brevemente nalgum dos seus olhos.
O que acontece é que o problema da consciência nom se esgota nem moito menos no conhecemento dos circuítos e a actividade cerebrais que a fam possível. O que quizais mais nos intriga é conhecer como essa actividade cerebral gera o estado consciente, é dizer, como tem lugar a emergência ou câmbio qualitativo que convirte a actividade do cerebro em percepções conscientes tam específicas e genuínas como a doçura do doce, o azul do azul, a dor do doroso, é dizer, como som possíveis as diversas experiências conscientes que invadem a nossa mente, sejam em forma de sensações, motivações, sentimentos, lembranças e ilusões, ou seja, o que os filósofos chamam qualia.
Mas, ao preguntarmo-nos sobre como a actividade cerebral gera a experiência consciente, que tipo de resposta estamos a buscar? Tente o leitor pensar e respostar: como entender o câmbio qualitativo do fenómeno fisiológico ao fenómeno mental? Que podemos agardar para explicar o fenómeno psíquico da consciência? Acaso algoritmos informáticos ou fisiológicos?
Quando tentamos explicá-lo podemos dizer que falar da consciência é como falar da relaçom entre o cerebro e a mente e, nesse sentido, umha das metáforas mais utilizadas é a que afirma que do mesmo jeito que a temperatura nom é mais que a cinética ou velocidade de movemento das partículas que integram um corpo, a consciência deveria ser o mesmo que a actividade fisiológica cerebral que a fai possível, e punto. É dizer, o mesmo visto dende outra perspectiva. Mas nom resulta doado conformar-se com essa explicaçom, porque aínda que a temperatura que avalia um termómetro seja simplemente umha maneira macroscópica de observar o movemento das partículas, o cerebro, a diferença do termómetro, nom só avalia, senom que convirte o resultado da avaliaçom numha nova experiência moi especial que chamamos calor. Podemos dizer entom que a calor nom é outra cousa que o modo que tem o nosso cerebro de decatar-se do movemento das partículas dum corpo, mas seguimos sem explicar a especificidade da experiência consciente que fai possível essa particular percepçom. Qualquera outra metáfora poderia remitir-nos à própia consciência sem explicar-nos a sua natureza.
Hai entom umha soluçom possível para o problema da consicência? Eu penso que actualmente nom o hai [e seguramente seja certo, actualmente], e tentarei explicar por que mediante umha metáfora. Para preparar umha comida saborosa precisamos dumha boa receita, ajeitados ingredientes e conhecer a correcta sequência e temporalidade para cozinhá-los. Mas, acaso aportaria algo ao resultado final o conhecer como a combinaçom de ingredientes e o cozinhado originam o bom sabor do produto final? [possivelmente] Poderia esse conhecemento melhorar o resultado? [por que nom?] Aportaria ao cozinhado algumha vantage, propiedade ou utilidade práctica? Provavelmente nom [provavelmente SI, diria eu]. É dizer, em princípio, parece mais relevante e necessário conhecer os ingredientes e a mestura precisa que fam possível um sabor que determinar a natureza do própio sabor como fenómeno mental consciente. Pois do mesmo jeito coido que, aínda que puidéssemos conceber e mesmo conhecer algumha explicaçom convincente sobre como a fisiologia inconsciente se converte em psique consciente e em que consiste esta última, esse conhecemento nom serviria para nada mais que para satisfacer a nossa curiosidade científica, sem aportar nengumha vantage práctica.
E essa é para mim a clave dado que, ao longo da evoluçom, a selecçom natural promove unicamente cousas úteis [dacordo, mas o significado de "útil" pode tamém evoluir]. Desse modo, aínda que conhecer os mecanismos naturais que fam possível a consciência é algo que podemos alcançar cientificamente e que terá sem dúvida consequências prácticas na clínica o a educaçom, conhecer a natureza íntima da subjectividade, aparte de satisfazer, como dizemos, a nossa curiosidade científica, seria de pouca ou nula utilidade, e quizais essa é a razom pola que a selecçom natural pode nom ter promovido o desenvolvemento suficiente do cerebro humano que faga possível a compreensom da natureza da consciência.
A mente consciente foi promovida pola selecçom natural em resposta aos câmbios e desafios que se produzírom ao longo da evoluçom no entorno dos animais, como um médio para adaptar-se a eles. É dizer, para sobreviver os animais tivérom que desenvolver flexibilidade mental e condutual, o que proporciona a consciência. A nossa capazidade cerebral para entender a natureza da mente consciente evoluirá quando novas condições ambientais fagam verdadeiramente necessário este entendemento [efectivamente, aínda que estas condições podem nom ser tam só ambientais, ou seja externas, senom internas, derivadas da vontade do género humano], aínda que tamém é possível que entom surjam novas e difíceis questões que serám o preço dessa promoçom.