quinta-feira, 21 de junho de 2007

Bnegão: espírito HEMPA!!

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Trrremendo concertazo o que puidemos presenciar a passada terça-feira (19 de junho)! Dentro da série de actuações programadas com motivo do 2º aniversário da Fábrica de Chocolate, preparárom-nos um evento no que houvo um pouco de todo.

Já ao chegar notamos que a parte da sala máis próxima ao escenário estava delimitada por umha linha de velas acesas postas no chão -velas que por certo pisoteei en quanto entrei, de jeito involuntário por suposto, vaia miope estou feito-. Polo visto o da performance anunciada nom ia de conha. E assi foi: para começar, espectáculo de dança e malabarismo a cargo de João, um hábil bailarim que se contorsionou a gusto ao ritmo marcado por Shiva (escreve-se assi?), que polo visto é um grupo de persoas que tocam os bongos -si, como os que pululam por qualquer festival, pero sem cães-. Despois de rematar a dança seguirom-lhe dando à percusiom um pedazo máis, pero tivérom o bom critério de parar quando começava a fazer-se cansino.

Esquecia-se-me: antes disto estivemos escoitando -com tempo, já que o retraso foi o habitual, é dizer, ao límite do tolerável-, os ritmos reggae seleccionados com gusto por um DJ que desconhecia, pero que recomendaria para animar qualquer festa na que se pinche música jamaicana.

Bem, como quecemento nom estivo mal, mais enseguida chegou o bom: saírom os de A.PER.TA. (associaçom de percusionistas e tamborileiros, de Vigo), armados de tambores, caldeiros e todo o que puidesse montar ruído, e vaia se o montárom! Em 3 segundos aquilo transformou-se no sambódromo, ou quase. Entre o ritmo que batia forte saírom Bnegão e P. Selectah a começar o seu show. E de súpeto aquilo parecia um concerto de Planet Hemp: o ritmo tribal mesturado coa voz funky-brasileira do Bnegão, e acompanhado pola trompeta de P. Selectah, levava-nos aos tempos no que o combo brasileiro reinventou a fussiom. Porque, hai que admiti-lo já, nem Black Alien nem Marcelo D2 seguírom a via -fecunda e avançada- aberta polos Planet. Bnegão, pola contra, si. E nom se molesta em oculta-lo, ao contrário, el si toca algumha que outra versiom daquela época (cousa que nom deixarei de agradecer-lhe, nom como ao soso de Black Alien, que me deixou coas ganas).

O concerto foi a confirmaçom de que, em efecto, Bnegão é "funk até o caroço". Mais que dizer do seu acompanhante, o P. Selectah, que o mesmo tocava a trompeta que lhe fazia os coros, ou se turnava à guitarra com o seu companheiro. Mágoa que só estiveram eles 2 e nom o resto da banda, o que obrigou a que a maior parte da música fosse pregravada. Sem embargo isso nom estropeou o show, no que se repassou o disco "Enxugando Gelo" -já algo antigo, do ano 2003: para quando novidades?- e se fizo algumha incursiom noutros terreos. Ao final, momento culminante com o arrebato hardcore da Dança do Patinho, e todos contentos prá casinha.
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P.S. Esquecim a cámara... nom tenho fotos que ponher, assi que teredes que crer que estivem ali... o único que podo aportar como prova é o autocolante amarelo que vedes aqui à direita, e que regalavam no concerto... assi como as testemunhas de José António & Iago (máis conhecidos no mundo empresarial como "Doble Cero"), e o irmão deste último, que estivérom comigo compartindo cervejas e maconha.

terça-feira, 12 de junho de 2007

Paisages 5 (estamos de volta!): Eume

Despois de 3 semanas sem novidades, por fim volvo postear algo em Arbolícia. Tenho que dizer, no meu descargo, que se tardei tanto foi porque o trabalho, os estudos e demais engorros da vida moderna impedírom durante este tempo que atingisse os meus níveis habituais de ociosidade. Que se lhe vai fazer! Tampouco é que agora tenha moitas novidades, mais, para ir fazendo boca, eis outras images da Arbolícia máis arvorícola, à que se accede desde as fragas do Eume (o nosso "inferno do norte" particular, moito máis que a Paris-Roubaix... mais isso é outra história). Por certo, segundo dim os lugarenhos, desde fai pouco hai a possibilidade de percorrer o encoro do Eume em kayak... haverá que prová-lo!