segunda-feira, 23 de julho de 2007

Summercase : Madrid : 13 : 14 : Julho : 2007


Já estava tardando um festival como é devido: onde haxa grupos que che gustem de verdade, e nom 2 ou 3 mais um montom que nem fu nem fa. Si, estava tardando já a ocasiom de ver em direito, por vez primeira, a PJ Harvey, Bloc Party, Flaming Lips, Jesus & Mary Chain, DJ Shadow ou LCD Soundsystem, entre outros; e confirmar o veredito emitido sobre Arcade Fire ou !!!

Si, estes últimos anos foramos ao Festimad (por 2 vezes: 1 moi bem, e outra moi mal... lembrai, foi o ano dos distúrbios), a Paredes de Coura (cartelazo: Nick Cave ou uns daquela semi-desconhecidos Arcade Fire, entre outros moitos), e à Cultura Quente, ao festival do Norte ou aos Festitoms (ai! Das waren noch Zeiten!), entre outros. Mais o de este ano era, a priori, o que melhor pintava. E hai que dizer que nom defraudou.
Devemos ser a tribo mais musical do mundo, porque aquela fim de semana começárom a aparecer galegos a dúzias, alguns já contavamos com eles, outros nom, outros os atopamos de puta casualidade (Josetxo & Ñas...). O caso é que ninguém se queria perder a festa: houvo quem foi em aviom (estes do CTAG, que nom tenhem tempo livre), quem saiu dias antes (os estudantes, que tenhem tempo livre de mais), e quem fomos o mesmo dia -como tem que ser, sem excesos ;-)

O tema é que Mari e mais eu chegamos a Madrid o venres 13 de julho pola tarde, e tras algumha confussiom sobre se teriamos pousada em Casa Táboas ou em Casa Jessica, finalmente se acordou que a Casa Jessica estava bem para durmir, mentres que a Casa Táboas, polo seu ar acondicionado e o seu amplo salom, estaria bem para passar as tardes. Tardes que se alongavam mais da conta porque mover 10 ou 20 persoas nom é tarefa doada: sempre hai alguém que fai algo e nom nos podemos ir. E com essas foi como, tanto o venres como o sábado, chegamos tarde para ver os primeiros grupos que nos interessavam. No primeiro caso, os clássicos James, aos que apenas lhes vimos o pelo desde longe mentres tocavam algum velho éxito; no segundo, os Editors, cujos discos tinha eu já bem escoitados e devecia por oi-los (a falta de Interpol...). Em fim, era visto que havia poucas possibilidades, já nom me fazia demasiadas ilusões.
O caminho a Boadilla del Monte (entranhável exemplo de urbanizaçom para a classe meia espanhola das que abundam em Madrid) nom é nem longo nem curto, e se vas em bus (gratuito) como fizemos o venres, pois nom está mal: deixam-te à porta do festival e nengum problema. Umah vez ali, passas o control da entrada e, inevitável quando vai tanta gente, começas a buscar puntos de encontro. No nosso caso, foi singelo, um amor a primeira vista: em quanto vimos o punto de encontro nº 6 soubemos que era o nosso: no meio dos escenários, a carom dumha barra e perto da zona chill-out (todo isto nom é que o notáramos à primeira). Estavamos destinados a passar ali moitas horas.

A primeira tarefa nom parecia doada: havia que quedar com Llorenç! E quem é Llorenç? Pois um companheiro do Moi nas suas andanzas erasmusianas por Clausthal, a quem o nosso amigo ourensão deixou um pelim colgado (nom polo seu gusto, desde logo) ao rajar-se de ir ao Summercase. Pero aqui estavamos nós para evitar que o Llorenç passara o festival só! E abofé que saímos bem parados, já que o colega castellonense, ademais de ter um excelente humor e um estado de ánimo envejável para um festival, é um experto cultivador e um diestro liador, ademais de ter o excelente costume de compartir, polo que estivo todo o festival suministrando-nos caldeiros de maconha que nos davam moita vidilha.

Umha vez contactados com Llorenç, puidemos ir ao primeiro concerto da noite e foi DJ Shadow. Si, um pouco cedo para el (e para nós), e notou-se. Nom emocionou, pero polo menos quedamos contentos de saber que asistiramos a um evento único, já que Mr. Shadow dixo que era o último show deste tipo que fazia (a ver se é certo).

Passando de Jarvis Cocker, achegamo-nos a ver aos Jesus & Mary Chain, um grupo desses que pola sua categoria mítica é umha cita inexcusável. E, senhores, puidemos presenciar um autêntico concertazo! Para uns filhos tardios do noise coma nós, aquilo foi o revival impossível que por pouco nom vivemos. Aínda que algo limpos para o meu gusto (eu queria mais distorsiom e mais ruído!), soárom de puta madre e nom hai nada que reprochar-lhes. Um hit tras outro e a atitude adecuada.

Despois de tal exhibiçom já ia tocando algo de relax, assi que buscamos os sospeitosos habituais (Edu sempre se apunta ao chill out em determinados momentos) e nos fumos deitar na fresca erva que havia baixo a carpa de relax. Hai que dizer que a organizaçom (que já em geral estivo moi bem) apuntou-se ai um puntazo: havia mesmo sofás! Que vício... e singularmente ajeitado para oir a Air... assi com calma.

E boa falta nos fizo o descanso, porque tocava esmagar-se na carpa para ver a !!! e, entre a farmacopea, a animaciom e que som uns putos desgraciaos... houvemos morrer, pero de gusto. Aaargh!!! Estes tios som o mais parecido ao espírito eterno do rockandroll que te poidas atopar (e ninguém o diria, fazendo parte da selecta escena musical dance-rock neoiorquina). Já os viramos (pouco) em Paredes de Coura pero aqui rompérom a baralha, desde o segundo zero. O cantante -que showman, joder, em sério James Brown está morto?- que sae ouveando em gayumbos e daí em adiante o show que nom para. Que animais, que bestas escénicas, que forma de atualizar o funk e o primigénio espírito do r'n'r (que era bailar, nom o esquezades!)

Já nos perderamos a Kaiser Chiefs (sem pena nengumha) ou The Gossip, e ao fondo soavam Chemical Brothers. Pero a estes já os viramos em Compostela, assi que era bom momento pra retirar-se (nom quedava moito mais) e fazer cola (1 horinha... total, nada) para colher um bus que nos deixara em Madrid.

Outros com menos escrúpulos colarom-se... mais isso é outra história.

2º DIA

Se o venres me amolou um pouquinho perder-me a James, o sábado fodeu-me moito nom poder ver os Editors. E isso que desta vez vinhemos em coche, porque Maricarmen, que nom bebera nada a noite anterior, sentia-se com forças para repetir a jogada.

Entom, a única opçom sensata era ir colher sítio para PJ Harvey. A diva do rock alternativo actuava numha carpa às 10 da noite e a expectaçom era máxima. Um quarto de hora antes do começo já estavamos estratégicamente colocados, e suando.


Pensando em PJ...

Coa calor que fazia nom sei como ia tam tapada, nesse vestido branco tam comentado. Porque com PJ foi o momento marujo do festival, curiosamente fazendo coincidir aos tios, aos que causa moito morbo (que algo influirá o de que agora se ponha guapa, nom como fai 15 anos) e as tias, entre as que predominou a admiraçom. Isso si, admitindo todos que é mais bem feúcha... pero aqui faltava sem dúvida Nacho (perdido no médio de Portugal), o seu fam nº 1 neste aspecto.
O concerto sorprendeu-me por ser em solitário, às vezes à guitarra e às vezes ao piano, o qual nom se escoitava um caralho. Ela preguntava se se oia e provava a tocar canções mais tranquis ou mais canheiras pero a cousa nom dava para moito. De todos os jeitos nom defraudou e saimos de ali contentos...
... e inevitavelmente a um momento de massificaçom e estreiteces como o vivido na carpa tinha que seguir um de relax e reponher forças, que a noite é longa, e polo tanto de tomar umhas birras no punto 6. The Flaming Lips sairom perxudicados disso, porque apenas nos achegamos ao escenário durante o seu concerto. Ou do pouco que vimos, porque fomos colher sítio para ver a Arcade Fire. Média hora antes e já estava ateigado de gente, colhimos sítio moi diante (10ª fila, centrados... o melhor de todo o festival). A espera valeu a pena: a primeira nota do concerto foi umha liberaçom, um subidom instantáneo, que se prolongou por todo o concerto. Dos melhores do festival, sem dúvida, aínda que sem superar a sorpresa que deram em Paredes de Coura -era difícil.
Despois disto si que tocava inexcusavelmente parar pra descansar. Os damnificados desta vez, Bloc Party, aos que de todos jeitos oiamos -e viamos, ao longe- desde o punto 6. Tinha pinta de ser bom concerto, mais nom era o momento. Achegamo-nos um pouquinho apenas, pero enseguida voltamos à carpa pra ver a LCD Soundsystem. Sábia decissom. Para mim, um dos momentos álgidos do festival. Pugemo-nos pouco detrás da mesa de som, com moito espaço pra fazer o índio (bailar, dim-lhe) e desfrutamos encantados da primeira parte do concerto. Seica a segunda estivo aínda melhor, pero no-la perdimos por ir rondar ao escenário dos Scissor Sisters. Desparrame petardo para pechar o Summercase, estivérom bem pero sem chegar aos niveis de festa que propiciaram antes !!! ou LCD Sounsystem.
E assi rematou este Summercase 2007, o primeiro que agardo nom seja o derradeiro. Sem dúvida, o festival do (que vai de) ano em Arbolícia, agardemos poder recuncar o ano que vem. Sempre e quando a sempre postergada cita de Benicàssim nom me faga cambiar de opiniom...

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Paisages 6: Nos confins da Ribeira Sacra


O mes de maio nas terras do Savinhao e Paradela, perto de onde o Minho começa o seu percorrido máis vistoso.


Impresionante a cor do outeiro cuberto de uces, ao fondo...



... e nom menos impresionante a cor verde primaveral

(Alguém com mais perícia coa cámara teria captado melhor o jogo de luzes do lusco-fusco)