segunda-feira, 7 de maio de 2007

Nº 1 em Arbolícia: o nosso Primavera sound particular...

A abundância de oferta musical neste arrabaldo surenho, combinada coa nossa disponibilidade de tempo, fixo que durante 3 dias (do 26 ao 28 de abril) puidéramos asistir a umha espécie de festival urbano à carta, no que desfrutamos dos mais variados estilos musicais. A seguir vai umha breve resenha do ouvido estes dias: Mr. Dixie Jazz Band (nº 1 nas listas de jazz de Arbolícia), Why Go (nº 1 nas de rock), Healthcontrol (nom chegárom ao nº 1, só pode haver um e esse posto foi para os anteriores, pode que noutra ocasiom...), Dios Ke Te Crew (nº 1 nas listas de hip hop); e de propina, umha semana máis tarde, os Jaylanders (nº 1 nas listas de folk de Arbolícia). Recomendados!

Quarta-feira, 26 de abril de 2007

Acudimos à Casa de Arriba para abrirmos boca cuns velhos conhecidos, a MR. DIXIE JAZZ BAND. Este combo afincado na Crunha –e máis concretamente na adega Jazz Vides- nom só é o melhor conjunto de jazz tradicional que hai em Galiza, senom tamém... o único. O abano musical que percorrem nom é, ehem, demasiado amplo: vai da New Orleans dos anos ’20 ao Chicago dos ’40. Pero é máis que de sobra para fazer-nos desfrutar com saltarins ritmos de dixieland (si, o nome da banda nom minte), tam ajeitados para umha voda como para um funeral. Sendo o concerto gratuito, era quase obrigado comprar-lhes um CD. Decidin-me por “Just in Jazz Vides”, gravado ao vivo na mencionada taberna –que por certo recomendo a qualquera que passe por Corunha: boas raciões e boa música ao vivo no mesmo local? si, amigos, é possível-. Bom som e repertório repleto de clásicos num disco que é umha perfecta introduciom à sua música.

Venres, 27 de abril de 2007

Cambiamos radicalmente de música e nom tam radicalmente de escenário: a escassos metros da Casa de Arriba, no veterano Iguana Club, havia raciom dobre de rock (nom grátis coma onte, mais apenas por 5 €). Abrírom os locais WHY GO, um dos segredos melhor gardados do underground de por aqui. Já íamos avisados do sorprendente da sua proposta, pois tivéramos a oportunidade de escoitar a sua maketa (4 temas). E que fam? Bem, é difícil de descrivir com poucas palavras. Quizais a influência mais reconhecível seja Mike Patton, pero entom soa umha canciom e parece que Jeff Buckley siga vivo, e despois outra e me lembram a The Mars Volta, e... carai, vejo os nomes que ponho e dou-me de conta de que estou sendo tremendamente injusto com Why Go: nom é que os grupos citados sejam malos -todo o contrário-, pero o resultado de todo isto é realmente original, nom apenas um sumatório. E nom só isso, senom algo moito mais importante, polo menos para este humilde friki musical: tenhem boas canciões. Oh! Pois si amigos, algo raro entre os grupinhos independentes de hoje em dia, pero deve ser que a estes lhes sobra talento e, ademais de aportar originalidade sónica, sabem fazer temas que segues oíndo na tua cabeça despois de rematados. Agardo impaciente o seu 1º disco.
Só com Why Go já tínhamos a entrada amortizada, pero ainda assi quedamos a ver aos seguintes, os até entom desconhecidos (para mim, claro) HEALTHCONTROL. Os componhentes desta banda madrilenha fugem das etiquetas e dim que fam “impostrock”. A verdade, eu nom saberia como clasifica-los. Numha canciom sonavam-me post-rock, noutras mais indies, noutras -apuntava Buitre- pareciam !!!, em fim... vai ser certo o que dim eles! E polo momento, à espera de conhece-los máis, até aqui podo dizer.

Sábado, 28 de abril de 2007

De esquerda a direita: Sokram, Jamás, Murdock, García e Mou: DKTC!!


Tocava desprazar-se a um garito vezinho dos anteriores: a Fábrica de Chocolate. Por certo, hai que reconhecer-lhes aos seus gestores umha decidida aposta póla música ao vivo –case que todos os dias tes a oportunidade de ver um grupo- e o seu eclecticismo: assi a bote pronto, lembro-me dum concerto do clásico do power pop Paul Collins, ou doutro do rapeiro brasileiro Black Alien. Desta vez fomos ver (perdom, fum ver, porque nom atopei companhia; à mesma hora tocavam Los Planetas e já se sabe, hai moito indie... alá eles, a relaciom qualidade-prezo foi bastante superior aqui: só 5 €) aos que quizais sejam o meu grupo de hip hop favorito do momento: os Beastie Boys de Ordes –e nom é nengumha broma-, DIOS KE TE CREW. Para os que ainda nom os conheçam: http://www.theartwolf.com/dios_ke_te_krew.htm. Para os que si, a bom seguro nom lhes sorprenderá saber que, mália o enorme retraso co que começou a actuaciom, e apesar tamém do pouquíssimo público congregado (duas dúzias?), nom defraudárom. É mais, tivemos ocasiom de conhecer de primeira mão como vai o progresso compositivo/interpretativo do grupo: a reelaboraciom de temas antigos e o que se puído ver dos inéditos que deixárom caer transmite boas vibraciões. Ogalhá nom haja que agardar tanto pólo 2º disco como pólo 1º!

Bônus: Quarta-feira, 3 de maio de 2007

Umha semana mais tarde, voltamos ao lugar do delicto –A Casa de Arriba- para ver tocar a THE JAYLANDERS (3 €, teloneiro incluído, e umha cerveja de regalo). Se a semana anterior tivéramos umha raciom de tradicionalismo “negro”, a cargo dos Mr. Dixie Jazz Band, desta volta tocou o lado mais “branco” do revival. Tenho que admitir que fomos com certa prevenciom, já que pola forma de anunciar o concerto podia parecer que ia consistir exclusivamente de versiões de Pete Seeger –o que por fortuna nom aconteceu, ao contrário, chegárom a tocar “The River” do Boss. Pero a práctica totalidade do concerto adicou-se a velhos clásicos do folk americano, com incursiões no lado mais country ou mais blues, ou mesmo no cancioneiro irlandês (estes cabrões sabem o que nos gusta!). A banda, de reciente criaciom, contou com violino, baixo, guitarra, acordeom e bateria –e harmônica nalguns temas, of course-, e de certo que sabem como toca-los. Os meus momentos favoritos, as interpretaciões de “John Henry” e “Jesse James”: para passar todo o rato batendo co pé no chão e tirando o sombreiro ao aire. We shall overcome / Venceremos nós!

6 comentários:

mariguano disse...

Alabado sean Deus ke te crew!!!! (o como se chamen...)

por cierto nuevos gruos gallegos... Meu (como los roling pero en galicia), catpeople (como interpol pero born in vigo)...

Y este ke no es gallego pero es mu bueno (estilo de moguaw y sigur ros) 65daysofstatic

Sr. J disse...

Por aqui o culto a Catpeople anda bastante extendido... terei que escoita-los porque seica estám moi bem.
A ver se escoito tamém a 65daysofstatic, sona-me o nome de pertencer às ringleiras do post-rock... assi que com isso e a tua recomendaciom já chega pra dar-lhes umha oportunidade...
Por certo, vas estar por Arbolícia esta fim de semana?

mariguano disse...

ando un poco liado ultimamente.... He empezado a tomrme en serio lo del proyecto y me parece ke boy a estar ocupado... y ademas de estar todo el dia haciendo fikadas...he descubierto el juego del año "guitar Hero" (version GPL Frets of fire", version otro clon "GuitarZero")... es la ostia!!

Asi ke estoy tol dia tocando canciones pa la guitarra.... (hasta me voy a hacer una...)

Moi disse...

Los Planetas, volvocho a decir, teñen un ultimo discazo, lastima que arrastren tantos prexuizos, e digoche que este é un discazo como que nos tres últimos so habia retales e en traxectoria descente.
No canto dos Deus Ke Te Crew son a hostia, e agora que estou comenzando a escoitar musica de grupos galegos, penso que eles deberian ser os cabeza de cartel dun festival galego.
Dos 65daysofstatic, xa te contarei pois xa teño a entrada para velos en Hamburgo o dia 24. Vou a ese concerto acompañando a un colega e el ven a ver o de Wilco (menudas gañas)o dia seguinte, con Carla Bozulich de vorband (non a trago) concerto que empeza as seis da tarde, alemans teñen que ser.

Edu disse...

Aunque en la web ponga que el acordeonista también sea percusionista, en el concierto de Jailanders en cuestión sólo hubo acordeon por su parte. Además eran 4 en lugar de 5...

Sr. J disse...

Ehem, pode ser... eu creo lembrar que houvo percusiom nalgum tema, pero agora já me fas duvidar, Edu... dis que eram 4? Mmm, vas ter razom... que mal estou quedando! Pero de verdade que estivem ali! O que passa é que tanto concerto junto confunde...