sábado, 11 de abril de 2009
sábado, 14 de março de 2009
The War On Drugs
A notícia da visita de The War On Drugs foi uma agradável sorpresa: nom todos os dias temos a oportunidade de desfrutar ao vivo de uma das bandas do momento. Quase igual de boa foi a notícia de que 6 dos 9 amiguetes que nos juntamos para i-los ver conseguíramos entradas de balde... i é que polo visto as sorteavam em todos lados. Apesar disso a Fábrica de chocolate nom se encheu de todo, algo francamente curioso (será a crise...)
Os de Philadelphia vinham defender Wagonwheel Blues, um dos discos do ano em Arbolícia. E apesar da frialdade do público, dalguns problemas técnicos e de certa tendência da banda a se enrolar em momentos puntuais, conseguírom recriá-lo de forma notável. Por momentos parecia que nom eram três músicos, senom alguns mais. Mas eles 3 bastárom-se para levar-nos numa viagem que ia de Bob Dylan a Sonic Youth, das raízes ao ruído. Com canções como "Arms like boulders" era difícil nom sumergir-se na música e deixar-se levar. Já espero com impaciência o seu segundo disco...
domingo, 8 de março de 2009
Josh Rouse em Salesianos
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Steve Wynn is back in Vigo!
Mr. Wynn & Mr. Cacavas
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Esta frase com que Steve Wynn introduzia, num voluntarioso castelhano, “That's what you always say” (do seu disco de debut com The Dream Syndicate, “The Days of Wine and Roses” -ano 1982: já choveu) tivo uma rápida e certeira resposta: desde a primeira fila, um fan de toda a vida retrucou “¡YO soy viejo!”
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As persoas envelhecemos, a música nom tanto. E alguns músicos parecem burlar esta lei universal, nom hai mais que olhar para a cara de rapazolo do próprio Steve, ou à forma em que Chris Cacavas (para sempre “o ex-Green On Red”) disfruta como um adolescente que ainda está aprendendo a tocar a guitarra.
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De certo que o concerto do 5 de fevereiro na sala Mondo veu apoiar esta tese. Estivo centrado basicamente no último disco de Steve Wynn, “Crossing Dragon Bridge” (2008), gravado em Ljubljana às ordes de Chris Eckman -o americano europeizado que fora cabecilha dum dos mais infravalorados grupos dos '90, The Walkabouts-, e que nos mostrava um Steve Wynn num registro ligeiramente mais tranquilo do habitual, mas em plena forma criativa.
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Ao igual que o disco, o show abriu e fechou com as duas partes de “Slovenian Rhapsody”. Entre elas puidemos escuitar alguns médios tempos, como a fermosa “Fault Manhattan Line” -talvez a melhor cançom desse álbum-, mas tamém outras mais electrificadas como os clássicos da era Dream Syndicate “Medicine Show” ou, como nom, “The days of wine and roses” -uma vaza segura para os bises.
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O momento simpático veu com “Punching holes in the sky”, outra das novas composições de ar folk, quando Mr. Wynn baixou do escenário para se pôr a cantar entre o público, micro de pé incluído. E, tras animar ao resto da banda a fazer o mesmo, o gesto virou num original mutis cara o backstage sem que parasse a música.
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Nos 100 minutos de concerto houvo mais simpatia e entrega (a solvência e o repertório já se lhes supunha, melhor dito, se lhes conhecia) da que seria a priori exigível a um par de fulanos que cargam desde hai tempo com a etiqueta de “clássicos do rock americano”. Steve e Chris lembrárom as boas noites passadas em Vigo (já passaram pola Iguana), amosárom-se felizes de estarem de novo por aqui, fixérom que nos preguntássemos que significa ser velho para os parámetros do r'n'r, e, o mais importante, lográrom convencer-nos de que nom fizeramos o parvo por apoquinar os 18 € da entrada.
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domingo, 15 de fevereiro de 2009
UK Subs + Vibrators
O punk nom morreu!! Só engordou, hahaha (veja-se a Charlie Harper, vocalista dos UK Subs)... mas segue igual de divertido, estúpido e estimulante coma sempre. Dade-me umas birras e algo que poda poguear, e por mim já vai bem. Para mostra, o concerto ao que assistimos Jose Antonio e mais eu o passado 30 de janeiro, na Fábrica de Chocolate.
Nom me colhia dúvida, antes de ir, de que os cabeças de cartel eram os Vibrators: tiveram singles de autêntico éxito e foram, em certa maneira, uns dos precursores na New Wave já em 1977. Pola contra, UK Subs nom foram mais que uma banda punk de 2ª fila e os seus méritos “artísticos” foram a todas luzes inferiores. Está claro que nom tinha nem puta ideia, pois nom só fôrom the Vibrators os primeiros em tocar, senom que a resposta do público foi muito mais entusiasta com UK Subs. Se o pensas, é lógico: estes últimos tenhem resistido em activo durante todos estes anos (o que resiste ganha), virando “clássicos” do punk e conquerindo uma renovada base de fans com a incorporaçom do sangue novo da rapazada redskin-punkarra de hoje em dia.
Nom por isso os Vibrators se dérom por vencidos, e nos obsequiárom com o melhor do seu repertório: a jóia power-pop “Baby Baby”, que os mesmíssimos REM versionearam, o tralhazo “Yeah yeah yeah” -ambos do seu debut de 1977, “Pure mania”-; “Troops of tomorrow” -de “V2” (1978), incluída recentemente na BSO de “This is England”-; ou o single de 1980 “Disco in Mosco”. Conclusom: separaram-se a tempo (que pintariam senom nos '80, de seguir em activo?), mas antes deixárom um legado importante e mui reivindicável, tam só com um par de discos. De postre, nos bises, uma furiosa versom de “Brand new cadillac” via The Clash. Um aplauso!
Esta convincente actuaçom nom foi, já digo, tam valorada polo público como a dos UK Subs. Os autores de “I live in a car” montárom uma festa Oi! desde o primeiro minuto, transformado as primeiras filas num espaço no que manter o equilíbrio podia ser tarefa difícil. Mália nom conhecer a sua discografia polo miúdo, disfrutei como um anano ao som de temas como "Barbie's dead" (de Brand New Age, 1980) ou o que seguramente é o seu hino, a estupenda "Teenage". E, ao igual que os anteriores, estes também reservárom um clássico para os bises, neste caso o "Waiting for the man" da Velvet Underground.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Matilde em Redes
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sábado, 31 de janeiro de 2009
O Bicho
Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.
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Manuel Bandeira (1886-1968)
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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Calexico (e algumas outras lembranças)
Hai mais de 40 anos que os californianos Love introduziram ventos mariachis no pop/rock; o resultado foi uma das canções mais bonitas de todos os tempos, "Alone again or". Parece raro que essa via nom tenha sido mais explorada desde aquela. Um dos poucos que se animam a elo, e com bastante acerto, é a banda de Tucson Calexico. Por isso foi um bonito detalhe que remataram a primeira parte do seu concerto versioneando, precisamente, "Alone again or".
Enfim, todos estes ingredientes fôrom misturados com acerto e precisom, num concerto pletórico e convincente que nom chegou ao tédio em nengum momento. Nom se notou a "intrusom" de Depedro, o teloneiro que se excedeu no seu papel e participou do concerto como um membro mais: mui generosos fôrom os de Calexico com el, pois o escenário lhe vinha grande e às vezes nom sabia onde meter-se. E olho, que tamém o acompanhárom durante parte da própria actuaçom de Depedro, dotando as suas canções dum empaque instrumental que ainda assi nom as salvava: lembra a Pau Donés, imaginem-se.
Mas aqui estavamos para falar de Calexico. E Calexico o que fixo foi repasar a consciência a sua discografia, sem obviar os (poucos, esse é o seu ponto fraco) dos seus temas que resultam verdadeiramente memoráveis. Assi soárom as minhas favoritas, como as incluidas no seu último disco Carried to Dust (2008): "House of Valparaíso" ou "Two Silver Trees", esta com uma fermosa explicaçom sobre o seu título -um verso dum poeta vezinho, sacado do seu contexto original. Tamém hinos anteriores como "He lays in the reins", que perde algo, inevitavelmente, sem a participaçom de Iron & Wine. Esta reservarom-na para o segundo bis, i é que o concerto foi longo para o que se estila hoje em dia e chegou aos 100 minutos. Assi dá gusto!
Nota: